O deputado Motta anunciou que intermediou um diálogo entre o deputado Guilherme Derrite e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, com o objetivo de assegurar que a PF mantenha suas atribuições nas investigações contra o crime organizado. Em uma publicação no X, Motta destacou que o acordo visa preservar as competências da instituição em meio a discussões sobre alterações em um projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional. Essa intervenção surge em um contexto de tensões, já que as modificações propostas por Derrite no texto original do governo geraram desconforto na cúpula da PF, levantando preocupações sobre possíveis limitações à atuação do órgão em casos de alta complexidade.
Na noite de segunda-feira, a Polícia Federal emitiu uma nota pública manifestando preocupação com as mudanças introduzidas no relatório apresentado na Câmara dos Deputados. De acordo com a corporação, o texto impõe restrições significativas à sua atuação, o que poderia comprometer o combate efetivo ao crime organizado. Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, foi diretamente envolvido nas conversas mediadas por Motta, sinalizando a importância de um entendimento para evitar impactos negativos nas operações da instituição. Essa nota reflete o posicionamento oficial da PF em defesa de suas prerrogativas, destacando a necessidade de equilíbrio nas reformas legislativas que afetam a segurança pública no país.
Embora o diálogo tenha sido apresentado como uma solução para as divergências, o episódio revela as disputas internas no âmbito político e institucional sobre o escopo de ação da PF. Motta enfatizou que o acordo garante a continuidade das investigações, mas o alerta da corporação sugere que o debate no Congresso ainda pode influenciar o futuro das políticas de combate ao crime organizado.