José Almeida Santana, conhecido como “Pedro Bó”, integrante da cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC), morreu neste sábado (22/11) durante um confronto com policiais militares em Anápolis, Goiás. Envolvido em tráfico internacional de drogas e roubos a instituições financeiras, Pedro Bó reagiu a uma abordagem policial com disparos de arma de fogo, segundo informações da PM. Sua ficha criminal é extensa e reflete o profundo envolvimento com a maior organização criminosa do Brasil, incluindo o financiamento de assaltos de grande porte que marcaram a história do crime organizado no país.
Em 2005, Pedro Bó financiou o furto de mais de R$ 160 milhões do Banco Central de Fortaleza, no Ceará, considerado o maior roubo da história brasileira. Investigações da época o associaram como principal abastecedor de drogas para a favela de Paraisópolis, em São Paulo. Além disso, ele foi apontado pelas autoridades como o financiador da construção de um túnel que levou ao assalto à empresa de valores Prosecu, em Ciudad Del Este, no Paraguai, em 2017. O roubo, que envolveu mais de 40 assaltantes, resultou em um prejuízo de mais de US$ 11,7 milhões, equivalente a R$ 40 milhões na cotação da época.
No âmbito internacional, Pedro Bó atuava como intermediário na compra e venda de drogas exportadas do Brasil para a Europa e a África Ocidental, consolidando sua posição na rede global do tráfico. Sua morte em confronto destaca as operações contínuas das forças de segurança contra figuras chave do crime organizado, embora o PCC continue a representar um desafio significativo para as políticas de combate à criminalidade no país.