O Valor Bruto da Produção (VBP) do café no Paraná deve alcançar cerca de R$ 1,4 bilhão em 2025, superando os R$ 1,1 bilhão estimados para 2024, conforme o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (4) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Essa projeção é impulsionada por uma produção esperada de 745 mil sacas de café beneficiado, um aumento de 10% em relação às 679 mil sacas colhidas neste ano. Analistas do Deral atribuem o avanço às condições climáticas mais favoráveis, com destaque para a maior disponibilidade hídrica, o que melhorou a produtividade e a qualidade do produto. Mais de 80% da safra atual já foi comercializada, com preços considerados positivos, onde a maior parte das vendas ocorreu acima de R$ 2.000 por saca, exceto nos meses de julho e agosto, durante o pico da colheita.
A tendência é que o preço médio se mantenha próximo a esse patamar, mesmo com possíveis recuos nos próximos meses, representando uma alta de aproximadamente 15% em comparação ao valor médio de R$ 1.668,60 por saca registrado em 2024. Diferentemente do ciclo anterior, os produtores estão se beneficiando de forma mais efetiva dos bons preços desde o início da comercialização. O custo de produção, recém-divulgado, é de R$ 1.137,00 por saca para produzir e beneficiar o café, valor que tem sido coberto com folga pelos preços médios das duas últimas safras, segundo os analistas. Essa dinâmica reflete uma recuperação no setor cafeeiro paranaense, impulsionada por fatores ambientais e de mercado.
Esses indicadores positivos podem influenciar políticas agrícolas estaduais, reforçando a importância do café na economia regional e incentivando investimentos em infraestrutura e sustentabilidade para manter o crescimento projetado.