Dados divulgados nesta semana pelo IBGE e analisados pelo Cepea indicam uma redução na disponibilidade interna de carne de frango entre agosto e setembro, retornando a níveis semelhantes aos registrados antes da confirmação de casos de gripe aviária. De acordo com o Centro de Pesquisas, a retomada gradativa dos embarques brasileiros da proteína animal tem contribuído diretamente para enxugar a oferta no mercado doméstico, o que resulta em uma pressão sobre os preços dos produtos avícolas. Os levantamentos do Cepea destacam que esses preços vêm subindo consistentemente nos últimos meses, refletindo o impacto das dinâmicas de exportação sobre o abastecimento local. Essa tendência é observada especialmente no estado de São Paulo, onde os dados foram coletados, e sinaliza uma recuperação do setor exportador após as restrições impostas pela doença.
Entre agosto e setembro, a disponibilidade interna de carne de frango atingiu 111 milhões de quilos, valor muito próximo ao volume registrado antes da gripe aviária, de 110 milhões de quilos entre janeiro e abril. No auge das restrições às exportações nacionais, em maio, esse indicador superou os 123 milhões de quilos, demonstrando um excedente temporário que agora dá lugar a uma oferta mais restrita. Esses números, baseados em informações do IBGE, ilustram como a reabertura dos mercados internacionais tem alterado o equilíbrio entre produção, exportação e consumo interno, com consequências diretas para a economia do setor avícola.
O aumento nos preços, conforme apontado pelo Cepea, pode influenciar o custo de vida da população, especialmente em um contexto de recuperação econômica pós-pandemia e desafios sanitários no agronegócio. Embora os dados se refiram especificamente a São Paulo, eles oferecem insights sobre tendências nacionais, destacando a importância da estabilidade nas exportações para o equilíbrio do mercado interno de proteínas.