terça-feira , 13 outubro 2026
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Demissão de técnico de enfermagem em Santos revela vulnerabilidades na aplicação da LGPD em instituições de saúde

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O técnico de enfermagem Sidnei Alves Monteiro foi demitido do Hospital Beneficência Portuguesa, em Santos, no litoral de São Paulo, após cair em um golpe conhecido como “falso médico”. Segundo relatos, o profissional recebeu uma ligação em um ramal interno do hospital, onde o golpista se apresentou com o nome real de um médico do centro cirúrgico e demonstrou conhecimento sobre pacientes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Acreditando tratar-se de um colega legítimo, Sidnei enviou fotos das capas de prontuários e uma lista de ramais telefônicos para um número de celular fornecido pelo suposto médico. Uma paciente, ao identificar o golpe e ver seu nome no material divulgado, denunciou o técnico ao hospital, o que levou à sua demissão por violação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e das normas internas de segurança da informação.

Sidnei Alves Monteiro, com 18 anos de carreira, afirmou ao g1 ter agido de boa-fé, sem disponibilizar telefones de pacientes, e questionou se seria o culpado por ter sido vítima do golpe. A Polícia Civil registrou o caso como estelionato no 2º Distrito Policial de Santos, e o Setor de Investigações Gerais (SIG) busca identificar possíveis beneficiários das informações. Apesar de não haver registro de boletins de ocorrência por vítimas ou prejuízos financeiros, o episódio destaca brechas em protocolos de verificação em ambientes hospitalares, onde dados sensíveis de pacientes estão em risco.

O Hospital Beneficência Portuguesa emitiu nota afirmando que o desligamento ocorreu após apuração interna, constatando que Sidnei extrapolou suas atribuições ao fornecer dados de um setor diferente do seu e usar seu celular pessoal para o contato. A instituição reforçou que informações sobre pacientes só são liberadas com autorização formal e pelo médico responsável, alinhando-se às diretrizes éticas e técnicas. Esse caso ilustra desafios na implementação efetiva da LGPD no setor de saúde, levantando debates sobre a necessidade de políticas públicas mais rigorosas para treinamento e segurança cibernética em instituições médicas, a fim de prevenir violações que comprometam a privacidade e a confiança no sistema de saúde.

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