Estoques de sangue baixos alertam população do Distrito Federal
No início de 2026, a Fundação Hemocentro de Brasília (FHB) enfrenta estoques baixos de sangue, especialmente nos tipos O, O-, B-, AB- e A-. Em 9 de janeiro de 2026, a instituição registrou uma coleta média de apenas 130 bolsas diárias, insuficiente para atender a demanda de 180 bolsas necessárias para transfusões na rede pública de saúde do Distrito Federal. Histórias de doadores assíduos, como Thayná e Thayane Loiola, Milton da Costa Galiza e Gláucia Magalhães, destacam a importância de doações regulares para mobilizar a população.
Histórias pessoais motivam doações frequentes
As irmãs Thayná e Thayane Loiola compartilham experiências positivas que incentivam novos doadores. Thayná, que inicialmente temia o processo, descreve sua primeira doação como tranquila. Thayane, inspirada pelo avô caridoso, enfatiza o valor de começar cedo para criar o hábito de doar a cada dois ou três meses.
Achei que fosse desmaiar, mas não senti nada. Foi bem tranquilo.
Meu avô sempre foi uma pessoa muito caridosa e, quando ele ficou doente, eu tive um contato maior com o lado humanitário da medicina.
Quanto mais cedo, melhor. Os jovens, geralmente, têm uma saúde melhor, o que é bom na hora da doação, além do que, quanto mais cedo a pessoa começar o hábito, maior a chance de levar para a vida.
Milton da Costa Galiza, doador há anos, vê a marca da agulha como uma “tatuagem” de solidariedade e faz pensamentos positivos durante o ato.
Eu sempre falo que essa é a minha tatuagem.
É uma atividade de amor ao próximo. Quando eu doo, faço pensamentos positivos, e peço para que o meu sangue consiga ajudar os necessitados.
Epifanias e cuidados para continuar doando
Gláucia Magalhães relata uma epifania ao perceber que doar sangue é um propósito de vida, oferecendo segundas chances a desconhecidos. Ela integra a doação à rotina, cuidando da saúde com exercícios para prolongar sua contribuição. Essas narrativas pessoais mobilizam amigos e familiares, ampliando o impacto das doações.
Naquele momento, tive uma epifania. Percebi que doar sangue era um dos meus propósitos de vida. Para mim, é dar uma segunda chance para a vida de outra pessoa, seja quem for.
Quando estou fazendo exercício físico, sempre penso em como devo me cuidar, para garantir que possa continuar doando sangue o maior tempo possível.
Apelo urgente da Fundação Hemocentro de Brasília
Kelly Barbi, gerente de captação da FHB, destaca a solidariedade da população do Distrito Federal, que costuma responder a apelos. No entanto, a média atual de 130 bolsas diárias não atende à alta demanda. Andressa Melo, hematologista, reforça que uma única doação beneficia múltiplos pacientes ao ser separada em componentes.
Hoje em dia, estamos com uma média de 130 bolsas, o que é insuficiente.
A população do DF é muito solícita e atende a nossos apelos quando precisamos.
Um único doador faz muita diferença, pois o sangue é separado em componentes e pode beneficiar mais de um paciente.
A FHB convida a população a doar regularmente na sede em Brasília, ajudando a reverter os estoques baixos e garantir suprimentos para emergências médicas.