A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) confirmou nesta terça-feira, 13 de janeiro de 2026, dois casos de contaminação por cereulide em bebês de cerca de um ano, após o consumo de fórmulas infantis da Nestlé. A contaminação ocorreu com lotes proibidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 7 de janeiro de 2026, devido ao risco de presença da toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus. Os bebês, que ingeriram os produtos antes do recolhimento, suspenderam o uso e evoluíram bem, sem complicações graves.
Detalhes da contaminação e produtos afetados
A cereulide é uma toxina associada à bactéria Bacillus cereus, encontrada em lotes específicos de fórmulas infantis como Nestogeno, Nan Supreme Pro, Nanlac Supreme Pro, Nanlac Comfor, Nan Sensitive e Alfamino. Esses produtos foram adquiridos pelos pais antes da proibição da Anvisa, que suspendeu a venda e distribuição para evitar riscos à saúde. A SES-DF notificou estabelecimentos comerciais sobre a necessidade de recolhimento imediato, garantindo a remoção dos itens contaminados do mercado.
Ação das autoridades e suporte aos consumidores
A confirmação dos casos veio após análises laboratoriais, destacando a importância da vigilância sanitária no Distrito Federal. A Anvisa agiu rapidamente em 7 de janeiro de 2026, identificando o risco de contaminação e emitindo alertas nacionais. A Nestlé, por sua vez, disponibilizou uma lista de lotes afetados em seu site oficial, oferecendo suporte aos consumidores impactados, incluindo a substituição por novos produtos.
Os pais devem conferir se possuem o produto dos lotes contaminados. A lista está disponível no site da empresa, que oferece o suporte e oferece até um novo produto ao consumidor.
— Márcia Olivé, diretora da Vigilância Sanitária do DF
Recomendações e impactos para a saúde infantil
Especialistas recomendam que famílias verifiquem imediatamente os rótulos das fórmulas infantis em casa, priorizando a segurança das crianças. Embora os bebês afetados no Distrito Federal tenham se recuperado bem, o incidente reforça a necessidade de monitoramento contínuo por parte de agências reguladoras como a Anvisa. No ano de 2026, casos como esse destacam os desafios na cadeia de produção de alimentos infantis, incentivando maior transparência das empresas como a Nestlé.