sexta-feira , 27 março 2026
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Técnicos de enfermagem presos por injetar desinfetante em pacientes de UTI em Taguatinga

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Hospital em Taguatinga com viaturas policiais, representando prisão de técnicos de enfermagem por injetar desinfetante em pacientes de UTI.

Técnicos de enfermagem presos por mortes suspeitas em hospital de Taguatinga

Ao menos seis famílias procuraram a Polícia Civil do Distrito Federal relatando mortes suspeitas no Hospital Anchieta, em Taguatinga, após a prisão de três técnicos de enfermagem investigados por aplicação irregular de medicamentos e desinfetante na veia, o que causou óbitos em pacientes da UTI. As mortes ocorreram entre 17 de novembro e 1º de dezembro de 2025, e as prisões foram divulgadas recentemente. A polícia instaurou investigação, prendeu os suspeitos e aguarda laudos de celulares e computadores para esclarecer os fatos.

Hipótese principal aponta para motivação psicopata

A hipótese principal da investigação é que o principal suspeito, Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, seja um psicopata que cometeu os crimes por prazer. As outras envolvidas, Marcela Camilly Alves da Silva e Amanda Rodrigues de Sousa, podem ter sido manipuladas por ele. O suspeito alegou estresse ou pena das vítimas, mas essas versões não se sustentam, segundo o delegado Maurício Iacozzilli.

Até agora, essa é a hipótese mais forte. Os investigadores apuram ainda se o principal suspeito pode ter manipulado as outras duas técnicas para auxiliá-lo nos crimes. Uma delas estava em treinamento, tinha 22 anos, e estava no primeiro emprego; a outra era amiga do suspeito havia muitos anos.

As vítimas confirmadas incluem Marcos Raymundo Fernandes Moreira, de 33 anos; João Clemente Pereira, de 63 anos; e Miranilde Pereira da Silva, de 75 anos. Pacientes morreram após aplicação irregular de medicamentos e desinfetante na veia, causando parada cardíaca, com imagens mostrando as técnicas acompanhando ou dando cobertura.

Declarações do delegado e próximos passos

É isso que pode amarrar melhor o porquê desses crimes.

O delegado Maurício Iacozzilli destacou em declarações no dia 21 de janeiro de 2026 que as justificativas dos suspeitos não fecham. Por exemplo, a professora aposentada de 75 anos estava consciente e havia sido internada por constipação intestinal, não em sofrimento intenso. A investigação prossegue com análise de laudos periciais previstos para 15 a 20 dias.

As justificativas não fecham. A professora aposentada de 75 anos estava consciente e havia sido internada por constipação intestinal. Não era uma pessoa em sofrimento intenso.

Impacto nas famílias e na comunidade

As famílias afetadas buscam respostas sobre as mortes suspeitas no Hospital Anchieta. A polícia continua a apurar o caso, com foco na motivação dos crimes e no envolvimento dos suspeitos. Esse episódio levanta questões sobre a segurança em unidades de terapia intensiva no Distrito Federal.

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