O presidente Lula revogou, nesta segunda-feira (23), um decreto que previa a privatização de hidrovias na região do Tapajós, no Pará, após mais de um mês de protestos intensos liderados por povos indígenas. A decisão, anunciada em Brasília, representa uma vitória para as comunidades afetadas, que se mobilizaram contra a medida publicada em agosto de 2025. Essa revogação destaca a influência dos movimentos indígenas na agenda governamental, especialmente em questões ambientais e de soberania territorial.
Detalhes da revogação
A revogação ocorreu em 23 de fevereiro de 2026, um dia após o início de uma série de manifestações que ganharam força na região do Tapajós. O decreto original visava conceder a gestão de hidrovias a empresas privadas, o que gerou preocupações sobre impactos ambientais e culturais. Com a anulação, o governo federal atende às demandas dos indígenas, que argumentaram pela preservação de seus territórios e recursos hídricos.
Motivações dos protestos
Os povos indígenas da região do Tapajós se mobilizaram por mais de um mês, organizando atos públicos e bloqueios para pressionar o Planalto. Eles temiam que a privatização das hidrovias facilitasse a exploração descontrolada de recursos naturais, afetando a biodiversidade e o modo de vida tradicional. Essa resistência reflete preocupações mais amplas com políticas que priorizam interesses econômicos sobre direitos indígenas, conforme expresso em diversas manifestações no Pará.
Contexto e implicações
O decreto foi publicado em agosto de 2025, durante um período de debates sobre infraestrutura no Brasil. A revogação, anunciada pelo presidente Lula em Brasília, sinaliza uma possível reorientação nas políticas de desenvolvimento sustentável. Analistas apontam que essa ação pode fortalecer o diálogo entre o governo e as comunidades indígenas, evitando conflitos futuros em áreas sensíveis como o Tapajós.
Repercussões futuras
Com a revogação, as hidrovias permanecem sob gestão pública, o que pode influenciar projetos semelhantes em outras regiões. Os povos indígenas celebram a vitória como um marco na luta por autonomia, enquanto o governo busca equilibrar crescimento econômico com proteção ambiental. Essa decisão, tomada em 23 de fevereiro de 2026, reforça o papel dos protestos pacíficos na definição de políticas nacionais.