O mercado imobiliário do Distrito Federal registrou um desempenho robusto em 2025, com vendas no mercado primário totalizando R$ 4,85 bilhões e uma valorização média de 8%. De acordo com o Anuário do Mercado Imobiliário de 2025, lançado pela QuadraImob Inteligência Imobiliária em 24 de fevereiro de 2026, foram lançadas cerca de 6 mil unidades habitacionais por meio de 40 novos empreendimentos. Esses projetos apresentaram um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 4,43 bilhões, com ticket médio de R$ 808,6 mil e valor médio do metro quadrado de R$ 14,25 mil, distribuídos nos segmentos de alto, médio e econômico padrão.
Expansão em regiões chave
A expansão do setor ocorreu principalmente em polos centrais do Distrito Federal, como Noroeste, Águas Claras, Samambaia, Jardim Botânico, Sobradinho e Recanto das Emas. Esses locais se destacaram pela boa infraestrutura viária e pela diversidade de opções disponíveis. A movimentação foi impulsionada por políticas públicas, incluindo o programa Minha Casa Minha Vida, que facilitou o acesso a moradias no segmento econômico.
Além disso, a sanção do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (Pdot) contribuiu para uma maior fiscalização e um desenvolvimento responsável, promovendo a normatização mais eficiente. Construtoras e empresas do setor imobiliário do DF se beneficiaram dessa estrutura, permitindo projetos de maior escala em áreas com potencial de crescimento.
Perspectivas e análises de especialistas
Rogério Oliveira, sócio da QuadraImob, destacou as tendências futuras para o mercado. Ele apontou o Jardim Botânico como o principal vetor para o alto padrão, com condomínios verticais e horizontais. No médio padrão, Sobradinho ganha relevância devido à infraestrutura e à disponibilidade de grandes lotes, enquanto o Recanto das Emas se expande no econômico, impulsionado por políticas públicas.
Olhando para frente, o Jardim Botânico deve se consolidar como o principal vetor do alto padrão, tanto com condomínios verticais quanto com projetos horizontais de lotes e de casas. O destaque no médio padrão passa a ser Sobradinho, especialmente por ser uma região com boa infraestrutura viária e grandes áreas (lotes) disponíveis, o que permite projetos de maior escala. Já no segmento econômico, vemos expansão relevante para regiões como Recanto das Emas, especialmente com empreendimentos vinculados a políticas públicas e ao Minha Casa, Minha Vida.
Celestino Fracon Júnior, presidente da Ademi-DF, enfatizou o processo participativo na revisão do novo plano diretor. Ele ressaltou a importância da comissão permanente de acompanhamento para uma implementação efetiva das regras.
Tivemos um processo inédito e imensamente participativo na revisão do novo plano diretor. A existência de uma comissão permanente de acompanhamento, com participação ativa da sociedade, será um diferencial para que a implementação das novas regras seja mais efetiva.
É um caminho estratégico para uma normatização mais célere e eficiente, em benefício da qualidade de vida de toda a população.