Fernando Drummond Fernandes, um youtuber de 41 anos do Rio de Janeiro com cerca de 467 mil inscritos em seu canal Arquivo Estranho, está sendo investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) por supostos golpes do amor. Acusado por ao menos 15 mulheres de diversas cidades brasileiras, ele é apontado como responsável por prejuízos milionários, incluindo um caso em Brasília onde uma ex-namorada relata perda de R$ 124 mil. Fernandes se apresenta nas redes sociais como jornalista, escritor, primo de Carlos Drummond de Andrade e até duque da família real brasileira, além de títulos como embaixador da paz pela ONU e doutor honoris causa, todos sem base oficial. As vítimas alegam ter sido enganadas por falsas promessas, empréstimos não pagos e violência psicológica, com o influenciador utilizando seu canal para promover conteúdos sobre mistérios e atacar desafetos.
No relacionamento com a vítima de Brasília, identificado como Camila, o namoro durou um mês e meio em 2022 e foi marcado por agressões verbais e manipulação emocional. Fernandes a convenceu a transferir R$ 124 mil sob pretexto de ameaças de milícia, prometendo casamento e cuidado, mas após o pagamento, tornou-se agressivo, chamando-a de termos ofensivos como “ordinária” e “vagabunda”. Ao cobrar a dívida, ela foi insultada e recebeu um falso documento de doação disfarçado de acordo. Camila registrou boletim de ocorrência por injúria e estelionato em contexto de violência doméstica, obtendo medidas protetivas, e uma condenação cível determinou indenização superior a R$ 100 mil, ainda não paga. Outra vítima de São Paulo reivindica mais de R$ 1 milhão, e o empresário Floriano Paganoti, ex-colega de Fernandes, denuncia um padrão de golpes contra mulheres vulneráveis, explorando uma imagem falsa de influência e fama, inclusive com seguidores comprados no Instagram.
A defesa de Fernandes repudia as acusações, afirmando sua inocência e a ausência de provas ou condenações, destacando que uma análise judicial confirmou sua falta de patrimônio oculto. Enquanto as investigações criminais prosseguem, as vítimas buscam reparação judicial, revelando um esquema que envolve relacionamentos tóxicos e prejuízos financeiros significativos.