sexta-feira , 17 julho 2026
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Mercados agrícolas enfrentam ajustes moderados em meio a influências globais

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Os mercados agrícolas iniciaram a sexta-feira com ajustes moderados, influenciados por uma combinação de fatores externos e o aumento da oferta nos principais países produtores, conforme análise da TF Agroeconômica. A movimentação do câmbio e a expectativa por novos relatórios oficiais contribuíram para o comportamento das cotações durante a manhã. No segmento do trigo, os contratos internacionais abriram em queda, alinhando-se ao recuo nas bolsas. A maior disponibilidade do cereal, confirmada pelo Statistics Canada, não impactou diretamente o trigo americano, mas reforçou a tendência de preços FOB se aproximando dos valores praticados pela Rússia e Ucrânia, além da competição vinda do Hemisfério Sul, especialmente da Argentina. A desvalorização do dólar desde o início do mês proporciona algum suporte às origens dos Estados Unidos. No mercado argentino, agentes reportam desafios relacionados à qualidade e ao excesso de trigo com teor proteico mais baixo. No Brasil, os preços físicos mantiveram estabilidade no Paraná e registraram leve alta no Rio Grande do Sul.

A soja também começou o dia em baixa, com o mercado aguardando o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, programado para terça-feira. Após recuos no início da semana, houve uma recuperação parcial na quinta-feira, com o contrato de março de 2026 reagindo próximo a níveis de suporte. As expectativas de novos embarques para a China continuam em foco, embora haja incertezas sobre o cumprimento de promessas de compra e a demanda real chinesa. O relatório mais recente manteve a estimativa de importações em 106 milhões de toneladas para 2025 e 2026. No Brasil, as referências físicas no Paraná mostraram variações discretas.

No milho, os preços ajustaram perdas recentes, mas permanecem pressionados pela necessidade de escoar a safra recorde. Novas vendas dos Estados Unidos para o México e a Colômbia foram confirmadas, sem alterar a trajetória dos contratos. No mercado interno brasileiro, os valores apresentaram leve alta no físico e pequenas quedas nos vencimentos da bolsa.

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