A Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) apresentou, em reunião do Grupo Gestor Executivo (GGE) da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), o cumprimento e a superação das metas estabelecidas pelo Plano ABC+ Bahia. O encontro ocorreu na tarde de quinta-feira (4), durante a 34ª Fenagro, em Salvador. O Plano ABC+ Brasil, que integra uma política nacional voltada à redução das emissões de gases de efeito estufa nas atividades agrossilvipastoris, está alinhado aos compromissos internacionais assumidos no Acordo de Paris, de 2015. Nesse contexto, o governo federal distribuiu metas entre os estados brasileiros, e na Bahia, a Seagri organizou um grupo gestor responsável pela execução de ações que resultaram na superação dos objetivos estaduais. Trata-se da segunda etapa do plano, vigente de 2020 a 2030, com revisões bianuais das metas e tecnologias alcançadas.
Durante a apresentação, a Aiba destacou iniciativas institucionais para fomentar práticas agrícolas sustentáveis e responsabilidade social, como o Monitoramento Hídrico do Aquífero Urucuia, o programa Nascentes do Oeste, o Jovem Aprendiz e o AgroPlus. Além disso, foram promovidos eventos para difusão de conhecimento sobre agricultura de baixo carbono, incluindo workshops, fóruns, encontros nacionais e internacionais, missões técnicas, dias de campo e feiras. A especialista ambiental da Aiba, Glaucia Araujo, que representa a entidade no GGE, expôs indicadores de tecnologias, metas e resultados obtidos no Cerrado baiano nos últimos cinco anos. “A superação das metas do Plano ABC+ Bahia comprova que a nossa agricultura e pecuária são sustentáveis, utilizam tecnologias conservacionistas e ajudam a fixar carbono no solo. Produzimos com responsabilidade ambiental e social e comprovamos que é possível conciliar desenvolvimento e conservação e garantir a segurança alimentar”, afirmou Glaucia.
O encontro também incluiu a apresentação de relatórios das metas da Faeb/Senar e da Fundação Bahia, com participação de representantes de instituições de ensino e pesquisa, do setor florestal e agrícola, além de governos estadual e municipal. Essa integração reflete o esforço coletivo para alinhar o desenvolvimento agropecuário com as demandas ambientais globais, reforçando o papel da Bahia na agenda nacional de sustentabilidade.