sábado , 18 julho 2026
Início Segurança Drauzio Varella processa Meta por anúncios falsos que exploram sua imagem em golpes de saúde
Segurança

Drauzio Varella processa Meta por anúncios falsos que exploram sua imagem em golpes de saúde

263

O médico Drauzio Varella está processando a Meta, empresa dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, devido à veiculação de anúncios falsos que utilizam sua imagem e vídeos manipulados para promover remédios milagrosos sem registro. De acordo com uma reportagem exibida no Fantástico, criminosos exploram fotos e vídeos de figuras públicas, incluindo médicos, apresentadores e políticos, para conferir credibilidade a promessas de curas rápidas para doenças graves como câncer, diabetes, emagrecimento e disfunção erétil. Um estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) analisou quase 170 mil anúncios nessas plataformas e concluiu que mais de 76% eram enganosos, com cerca de 5 mil dos 6 mil examinados individualmente relacionados a golpes na área da saúde. Drauzio, o mais citado nesses anúncios, relatou que precisou contratar um escritório de advocacia após tentativas frustradas de remover o conteúdo, já que a Meta não respondia às denúncias. Em alguns casos, os golpistas usam inteligência artificial para imitar sua voz e criar cursos online ensinando a técnica.

Além de Drauzio Varella, nomes como Susana Vieira, Simone Mendes e o ex-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, figuram entre os dez mais usados pelos fraudadores. Os anúncios, que em 85% dos casos direcionam as vítimas diretamente para o WhatsApp para pressioná-las a comprar, concentram-se em tratamentos para condições crônicas e podem permanecer online por mais de dois anos, sendo substituídos por similares após remoção. A Meta, em nota, afirmou que os golpes estão mais sofisticados e que intensificou esforços para combatê-los, incluindo testes de tecnologia de reconhecimento facial e aplicação de políticas de segurança. No entanto, pesquisadores como Marie, da UFRJ, questionam a eficácia, destacando que os anúncios pagos continuam circulando.

Drauzio Varella alerta que o Código de Ética Médica proíbe médicos de fazerem propaganda de medicamentos e recomenda desconfiar de qualquer menção a seu nome ligado a produtos, classificando-os como golpes. Essa situação levanta debates sobre a responsabilidade das grandes plataformas digitais em coibir conteúdos fraudulentos, especialmente quando envolvem figuras públicas e saúde pública, o que pode pressionar por regulamentações mais rigorosas no âmbito político.

Conteúdo relacionado

CBMDF
Distrito FederalSegurança

Incêndio em apartamento no Gama provoca evacuação de prédio no DF

Um incêndio em um apartamento no 21º andar de um prédio residencial...

Material cedido ao Metrópoles
Segurança

Adolescente retira celular do colo da mãe segundos antes de explodir em Porangatu

Um adolescente presenciou a explosão do próprio celular no colo da mãe...

Faixa elevada em rua próxima a escola no Distrito Federal
Distrito FederalPolíticaSegurança

DF aprova lei que obriga faixas elevadas em escolas e hospitais

A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou e o governador sancionou a...

Lago Corumbá em Goiás com águas calmas e vegetação ao redor
Segurança

Mulher e adolescente morrem afogados em tentativa de resgate no Lago Corumbá

Uma tentativa de resgate terminou em tragédia na tarde de quinta-feira, 9...