A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, anunciou na terça-feira, 21 de abril de 2026, a suspensão de uma portaria que alteraria o cálculo da remuneração dos professores temporários da rede pública. A decisão visa evitar reduções nos vencimentos de parte desses profissionais e abrir espaço para diálogos com a categoria. A medida foi oficializada em uma edição extra do Diário Oficial do Distrito Federal, após análise da Secretaria de Educação (SEEDF) que identificou impactos desiguais na remuneração.
Motivos para a suspensão
A suspensão ocorreu para preservar os pagamentos atuais e corrigir descompassos identificados na análise da SEEDF. Alguns professores temporários poderiam receber valores maiores, enquanto outros enfrentariam diminuições. Com isso, a governadora determinou a criação de um grupo de trabalho, com participação do Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF), para rediscutir o tema de forma colaborativa.
A secretária interina de Educação, Iêdes Soares Braga, destacou a necessidade de ajustes para garantir equidade. A iniciativa reflete o compromisso do governo em dialogar diretamente com os envolvidos, evitando prejuízos imediatos à categoria.
Alguns professores iriam receber a mais, e outros iriam ter uma remuneração um pouco menor. O que eu determinei foi que se suspendesse a portaria dessa mudança na forma de cálculo para que nós pudéssemos dialogar diretamente com a categoria.
Celina Leão
Impactos e próximos passos
A portaria suspensa alteraria o cálculo da remuneração, afetando diretamente os professores temporários da rede pública do DF. A análise da SEEDF revelou que a mudança criaria desigualdades, motivando a intervenção da governadora. Agora, com a suspensão, os pagamentos seguem nos moldes do ano anterior, enquanto o grupo de trabalho busca soluções permanentes.
O Sinpro-DF participará ativamente das discussões, assegurando que as vozes dos professores sejam ouvidas. Essa abordagem demonstra uma estratégia de governança inclusiva, priorizando o bem-estar dos educadores e a estabilidade do sistema educacional no Distrito Federal.
Nós vamos corrigir esse descompasso entre a remuneração desses professores temporários, assegurar que eles recebam a coordenação pedagógica nos moldes do que a gente fazia no ano anterior e, quando necessário, ajustar a rota.
Iêdes Soares Braga