A Câmara Legislativa do Distrito Federal realizou na última quinta-feira uma audiência pública para debater o papel dos optometristas na saúde visual, mas o evento apenas reforçou a grave negligência histórica que mantém milhares de brasilienses em filas intermináveis e expostos ao risco de cegueira evitável por falta de políticas públicas efetivas.
Filas e complicações visuais agravam crise na atenção primária
Especialistas e representantes do Conselho Brasileiro de Optometria e Ciências da Visão, da Associação Brasileira de Optometria e de profissionais da rede pública e privada apontaram que a ausência de integração dos optometristas ao SUS continua a sobrecarregar o sistema, retardando diagnósticos e tratamentos simples que poderiam evitar danos irreversíveis. O deputado Thiago Manzoni (PL) destacou a urgência de regulamentação profissional, fiscalização adequada e ampliação do acesso, alertando que a demora atual transforma problemas corrigíveis em casos graves de perda visual.
Reconhecimento profissional ainda enfrenta resistência no distrito federal
Apesar das discussões sobre formação, políticas de atenção primária e valorização da categoria, o cenário permanece marcado por barreiras burocráticas que impedem que optometristas atuem de forma plena no sistema público. Participantes ressaltaram que essa exclusão perpetua o déficit de atendimentos e eleva os custos com tratamentos tardios, prejudicando principalmente a população de baixa renda que depende exclusivamente do SUS.
A saúde visual é fundamental para a qualidade de vida. Precisamos avançar no reconhecimento e na integração dos optometristas ao sistema de saúde público
Thiago Manzoni