José Segalle Netto, de 47 anos, foi preso pela Polícia Federal nesta quinta-feira (6) ao tentar entrar no Brasil pela fronteira com a Guiana, na região Norte de Roraima. Deportado do país vizinho, ele foi detido no Posto Avançado da PF em Bonfim após consulta aos sistemas oficiais que confirmaram um mandado de prisão em aberto pelo crime de racismo. A ação reflete a aplicação rigorosa de medidas judiciais em casos de discriminação, especialmente após recentes avanços legislativos que fortalecem o combate ao racismo no país. Segundo a PF, o homem foi encaminhado à Superintendência em Boa Vista e, em seguida, à Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, o maior presídio de Roraima, onde cumprirá a pena determinada pela Justiça.
A condenação de José Segalle Netto ocorreu na 32ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, onde ele recebeu uma sentença de dois anos de reclusão em regime aberto pelo crime de racismo. No entanto, o descumprimento das medidas impostas levou a Justiça a converter a pena em prisão fechada, culminando na expedição do mandado. Esse caso ganha relevância no contexto político atual, com a entrada em vigor, desde 2023, de uma lei que equipara a injúria racial ao crime de racismo, ampliando as ferramentas jurídicas para punir atos discriminatórios e promovendo uma agenda de igualdade racial no Brasil. A prisão na fronteira destaca os mecanismos de cooperação internacional e o monitoramento de fugitivos, reforçando o compromisso das autoridades com a aplicação da lei em território nacional.