O mercado do boi gordo demonstrou estabilidade ao longo da semana nas praças paulistas, conforme apontado pelo informativo “Tem Boi na Linha” da Scot Consultoria, divulgado nesta sexta-feira (7). Os preços se mantiveram firmes, com expectativas de continuidade dessa tendência na semana seguinte. As escalas de abate atendiam, em média, a oito dias, considerando todos os preços brutos e com prazo. No mercado mineiro, a consultoria destacou uma oferta reduzida de animais, o que resultou em elevações nas cotações. No Triângulo Mineiro, a cotação do boi gordo e da vaca subiu R$ 5,00 por arroba, enquanto a da novilha aumentou R$ 2,00 por arroba. Em Belo Horizonte, a arroba da novilha registrou alta de R$ 3,00, com as demais categorias permanecendo estáveis. Já no Norte de Minas, não houve alterações nas últimas 24 horas.
No Sul de Minas, a cotação da arroba da vaca e da novilha subiu R$ 3,00 na comparação diária, embora o preço do boi gordo tenha se mantido inalterado. A análise também registrou um aumento de R$ 3,00 por arroba no chamado “boi China”. Em Alagoas, o mercado seguiu estável, sem variações nos preços. Esses movimentos refletem uma dinâmica regional variada, influenciada pela oferta e demanda local.
Além disso, o informativo destacou o desempenho das exportações de carne bovina in natura em outubro, que alcançaram um recorde histórico com o embarque de 320,6 mil toneladas. Esse volume representa um aumento de 18,6% em relação a outubro de 2024 e de 1,9% comparado a setembro, o maior registrado até então. A média diária enviada ao exterior foi de 14,6 mil toneladas, com a cotação média da tonelada atingindo US$ 5,5 mil, sinalizando um fortalecimento do setor exportador brasileiro.