terça-feira , 13 outubro 2026
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Soja brasileira enfrenta estabilidade de preços apesar de picos internacionais e desafios climáticos

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Mesmo com as cotações internacionais da soja em alta, os preços no mercado brasileiro permanecem estáveis, influenciados pela desvalorização do dólar e pela menor competitividade nas exportações. De acordo com análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), o bushel da soja alcançou US$ 11,19 na Bolsa de Chicago, o valor mais elevado desde julho, mas fechou a semana em queda, a US$ 10,91. Essa oscilação reflete instabilidades no mercado global, agravadas pela exclusão da soja da lista de produtos norte-americanos beneficiados pela suspensão de tarifas pela China. Com isso, a tarifa de 13% sobre a soja dos EUA persiste, o que teoricamente favorece a competitividade brasileira. No entanto, fatores internos como a baixa do dólar e prêmios de exportação negativos, não vistos desde julho, contrabalançam esse benefício, mantendo as cotactions no mercado físico estáveis.

No cenário nacional, a média de preços no Rio Grande do Sul atingiu R$ 126,03 por saca de 60 kg, com variações entre R$ 118,50 e R$ 125,00 nas principais praças do país. Regiões como o Rio Grande do Sul e o Centro-Oeste registram as maiores flutuações, segundo a CEEMA. Esses patamares indicam um equilíbrio frágil entre demanda externa, câmbio e condições locais, sem impulsos significativos para elevação de preços internos apesar das vantagens comerciais sobre os EUA.

Adicionalmente, condições climáticas adversas estão retardando o plantio da soja no Brasil, com apenas 47% da área prevista semeada até o momento, contra 54% no mesmo período do ano anterior. Em Goiás, o ritmo é o mais lento desde a safra 2017/18, enquanto no Mato Grosso, maior produtor nacional, o plantio chegou a 76,1% da área esperada, ligeiramente abaixo da média histórica de 76,7%. Chuvas irregulares nas principais regiões produtoras aumentam a incerteza sobre a produtividade, podendo elevar especulações nos mercados futuros e impactar custos de produção e oferta interna. A evolução do clima e do mercado internacional será crucial nas próximas semanas para definir o rumo do setor.

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