terça-feira , 1 setembro 2026
Início Economia Disputa em Caldas Novas revela tensões entre condôminos e administradora de hotel termal
Economia

Disputa em Caldas Novas revela tensões entre condôminos e administradora de hotel termal

317

A cidade de Caldas Novas, em Goiás, conhecida por seu boom turístico com cerca de 104 mil leitos de hospedagem, enfrenta uma controvérsia no Riviera Park Hotel, inaugurado em 2013 como o maior hotel de águas termais do Brasil. Proprietários de apartamentos, que inicialmente podiam optar por alugar seus imóveis de forma independente ou via sistema pool — onde uma gestora centraliza locações e distribui lucros —, viram sua liberdade restringida pela WAM Riviera Administração Hoteleira, que assumiu a gestão em 2023. Uma notificação emitida pela empresa proibiu locações independentes, obrigando os condôminos a usar apenas o intermédio da administradora, o que contraria cláusulas da convenção do condomínio e promessas de venda como “Você pode alugar pelo tempo que quiser” ou “Você pode colocar no pool”. Moradores como Nilce, que preferem gerir seus imóveis autonomamente, expressaram insatisfação, alegando que a medida transforma uma fonte de renda extra em uma divisão obrigatória de lucros com a empresa.

A revolta levou a ações judiciais, com parte dos condôminos obtendo liminares para alugar por conta própria. Uma certidão de protesto revela que 754 pessoas acionaram a WAM, resultando em condenação de R$ 577.753,49, além de uma dívida da empresa com a União de R$ 5.231.447,01. Em meio a isso, condôminos formaram um Conselho Consultivo e Fiscal para negociar, mas relatam conflitos constantes, como explica Cristiano, membro do conselho, que aponta dívidas, protestos e sucateamento do condomínio pela administradora. A tensão escalou com a expulsão de 60 poolistas em 24 de outubro, supostamente por votarem contra um reajuste de condomínio, o que os tornaria inadimplentes para a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) marcada para 17 de novembro, visando destituir a WAM com base no Código Civil (artigos 1.350 a 1.355).

Relatos de falta de transparência agravam o cenário, com poolistas como Israel Delamarca e Rilda denunciando omissões em prestações de contas, atrasos em pagamentos e negligência na manutenção, levando a piscinas sujas, lixo acumulado e deterioração do local. A administradora alega descumprimento contratual pelos expulsos, mas os afetados veem irregularidades, como cobrança de condomínio enquanto a WAM opera os imóveis para lucro próprio. O Metrópoles buscou a empresa para esclarecimentos, sem resposta até o momento, destacando questões de governança que afetam direitos de propriedade em um setor turístico chave para a economia local.

Conteúdo relacionado

Documentos orçamentários em mesa de escritório no DF sobre falhas em emendas parlamentares
Distrito FederalEconomiaPolítica

Comissão do DF expõe graves falhas na execução de emendas parlamentares

A Comissão de Economia, Orçamento e Finanças da Câmara Legislativa do Distrito...

Lourenço Cardoso/Agência CLDF
Distrito FederalEconomiaPolítica

Glosas indevidas e abusos contratuais expõem crise entre planos de saúde e médicos no DF

A audiência pública realizada na Câmara Legislativa do Distrito Federal expôs mais...

Sala de reuniões sobre conciliação de socorro financeiro ao BRB em Brasília
Distrito FederalEconomiaPolítica

Ministro Fux abre ao público reunião de conciliação sobre socorro de R$ 6,6 bi ao BRB

O ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux decidiu abrir para a...

Bolas numeradas da Timemania em urna de sorteio
Distrito FederalEconomia

Timemania acumula para R$ 6 milhões após ninguém acertar as 7 dezenas no concurso 2422

O sorteio do concurso 2422 da Timemania, realizado na noite de quinta-feira,...