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Confronto e negociações tensas agitam o segundo dia da COP30 em Belém

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O segundo dia da COP30, realizada em Belém, foi marcado por um confronto no pavilhão principal após cerca de 50 manifestantes, incluindo representantes de tribos indígenas, estudantes e movimentos sociais, tentarem invadir a área restrita conhecida como Zona Azul. A ação ocorreu por volta das 19h, resultando em quebra-quebra, destruição de aparelhos de raio-x e um segurança ferido. As forças de segurança da ONU contiveram o grupo, que tentou forçar entradas laterais, enquanto negociadores foram orientados a deixar o local por saídas alternativas. A tentativa de invasão aconteceu em meio à Marcha Global Saúde e Clima, que reuniu aproximadamente 3 mil pessoas pedindo políticas públicas de saúde, embora os organizadores da marcha tenham negado qualquer envolvimento com o incidente. O episódio interrompeu um dia de discussões sobre adaptação às mudanças climáticas, incluindo formas de preparar o planeta para efeitos como secas, tornados e elevação do nível do mar, com relatos como o de Abdul Shaheed, das ilhas Fiji, destacando a frequência de ciclones e perda de moradias.

Nas negociações formais, o foco esteve em garantir financiamento para adaptação em países vulneráveis e em adotar indicadores para medir avanços. No entanto, o grupo de países africanos, apoiado por nações árabes, propôs adiar a definição desses indicadores para a COP de 2027, priorizando o avanço em financiamento, o que gerou críticas de representantes da sociedade civil. Thaynah Gutierrez, assessora internacional do Instituto Geledés, argumentou que adiar a discussão compromete a implementação efetiva de uma agenda de adaptação, adaptada às necessidades regionais. Paralelamente, a presidência da COP conduziu consultas sobre incluir temas sensíveis na agenda oficial, como metas nacionais mais ambiciosas para reduzir emissões de gases de efeito estufa, com oposição da Arábia Saudita.

A ausência de uma delegação oficial dos Estados Unidos, o segundo maior emissor global, foi criticada pelo governador da Califórnia, Gavin Newsom, presente em Belém. Ele assinou um memorando com o governador do Pará, Hélder Barbalho, para trocar experiências em bioeconomia e inovação, e, em entrevistas, qualificou a não participação do presidente Donald Trump como uma abdicação de liderança mundial, cedendo espaço para a China na transição para uma economia limpa. Newsom, do Partido Democrata, descreveu a situação como uma abominação e uma desgraça, destacando oportunidades econômicas na agenda climática. O resultado das negociações iniciais sobre adaptação será apresentado nesta quarta-feira (12).

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