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Escultura de Niemeyer ganha vida na Casa de Chá e convida brasilienses a um chá simbólico

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A partir desta segunda-feira (15/12), visitantes da Casa de Chá, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, poderão interagir com uma escultura em bronze de Oscar Niemeyer, o arquiteto responsável pelo desenho da capital federal. A obra, criada pelo artista Léo Santana a convite do Senac-DF, será inaugurada na data em que Niemeyer completaria 118 anos. A escultura retrata o arquiteto no auge de sua produção intelectual, durante a construção de Brasília, em uma postura acessível e humana: sentado, sem pedestal, convidando o público a sentar ao seu lado. Santana explica que se inspirou em uma foto de Niemeyer mais velho, em posição descontraída e reflexiva, mas com o rosto rejuvenescido para capturar o período criativo da capital. Elementos simbólicos, como uma xícara da Casa de Chá, croquis, desenhos e uma lapiseira, todos em bronze, foram incorporados para fomentar a interação, como se as pessoas pudessem tomar um chá e conversar com o arquiteto em um ambiente cotidiano.

O processo de criação da escultura durou cerca de quatro meses, envolvendo etapas artesanais desde a modelagem em argila até a fundição em bronze, material escolhido por sua durabilidade para dialogar com gerações futuras. Léo Santana, que já produziu mais de 80 esculturas de corpo inteiro pelo país, destaca que a obra vai além da homenagem tradicional, posicionando Niemeyer em um espaço de encontro projetado por ele mesmo. Segundo o diretor regional do Senac-DF, Vitor Corrêa, a escolha do local reforça o significado da Casa de Chá como ponto de descanso e valorização da memória de Brasília, síntese do Brasil e legado de figuras como Niemeyer, Juscelino Kubitschek e Lúcio Costa. Inaugurada há pouco mais de um ano, a Casa de Chá já atraiu cerca de 250 mil visitantes, e a escultura deve ajudar a preservar o patrimônio cultural para turistas e moradores locais.

O projeto, desenvolvido há seis meses em diálogo entre o Senac e o artista, priorizou o realismo e a força simbólica, inspirando-se em obras anteriores de Santana, como a escultura de Carlos Drummond de Andrade em Copacabana. Vitor Corrêa enfatiza que a peça é artisticamente impecável e aestheticamente realista, reconhecendo o talento nacional de Santana para eternizar personalidades em contextos acessíveis e reflexivos.

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