quarta-feira , 30 setembro 2026
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Ex-médico condenado a 46 anos por assassinato da mãe em Águas Claras

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Ex-médico é condenado a 46 anos por assassinato da mãe em Águas Claras

O ex-médico Lauro Estevão Vaz foi condenado a 46 anos de prisão pelo Tribunal do Júri de Águas Claras, no Distrito Federal, por homicídio qualificado contra sua mãe, Zely Alves Curvo, de 94 anos, e fraude processual. A sentença, proferida pelo juiz André Ribeiro, refere-se ao incêndio provocado por Lauro em 31 de maio de 2024, no Residencial Monet, em Águas Claras (DF), que resultou na morte carbonizada da vítima. A condenação considera agravantes como o emprego de fogo, homicídio contra ascendente e reincidência por assédio sexual anterior.

Detalhes do crime

Lauro Estevão Vaz provocou o incêndio no quarto onde sua mãe, acamada, estava. A ação causou a morte de Zely Alves Curvo, que não pôde escapar das chamas. Após o incidente, Lauro entrou no apartamento e retirou pertences antes da chegada da perícia, configurando fraude processual.

O crime ocorreu no Residencial Monet, em Águas Claras, e chocou a comunidade local. Investigadores apontaram que o ex-médico agiu de forma premeditada, explorando a vulnerabilidade da idosa.

Motivação por trás do ato

A motivação principal foi a recusa de Lauro em perder a curatela e o acesso aos rendimentos financeiros da mãe. Esse descontentamento levou ao planejamento do homicídio qualificado. Os agravantes incluíram o uso de fogo como meio cruel e o fato de a vítima ser ascendente, o que agravou a pena.

Além disso, a reincidência por assédio sexual anterior pesou na decisão do Tribunal do Júri de Águas Claras. Esses elementos destacam um padrão de conduta que influenciou a sentença rigorosa.

Desdobramentos judiciais

A condenação foi anunciada em sessão do Tribunal do Júri de Águas Claras, sob a presidência do juiz André Ribeiro. Lauro Estevão Vaz cumprirá a pena de 46 anos em regime fechado, refletindo a gravidade dos crimes cometidos. O caso serve como exemplo de como disputas familiares podem escalar para tragédias irreparáveis.

Até o momento, não há informações sobre recursos ou apelações. A sentença reforça a importância da proteção a idosos e o combate a crimes contra vulneráveis no Distrito Federal.

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