Pacientes com fibromialgia e seus familiares protestaram durante sessão solene na Câmara Legislativa do Distrito Federal, denunciando a ausência de proteção efetiva e a lentidão no diagnóstico e tratamento pelo SUS. O evento, coordenado pelo deputado João Cardoso em alusão ao Dia Nacional de Conscientização da Fibromialgia, ocorreu na terça-feira, 20 de maio, e expôs a frustração com a não implementação da Lei Distrital nº 6.127/2017.
Reivindicações por políticas públicas concretas
Durante a audiência, participantes relataram barreiras persistentes no acesso a atendimentos multidisciplinares, incluindo medicamentos, fisioterapia e suporte psicológico. A deputação ouviu relatos de diagnósticos demorados e tratamentos inadequados, o que agrava o sofrimento de milhares de pessoas no Distrito Federal. A cobrança principal recai sobre a inércia governamental em transformar leis existentes em ações reais.
Legislação que não sai do papel
Representantes de associações e médicos reumatologistas destacaram que, apesar da existência da norma, faltam investimentos em capacitação profissional e centros de referência especializados. O deputado João Cardoso reforçou a necessidade urgente de agilizar processos e garantir recursos, mas o tom geral da sessão evidenciou a insatisfação coletiva com os resultados até agora.
Chamados por mudanças imediatas
Há lei, mas não há proteção. Precisamos de políticas públicas efetivas
Crislene de Sousa
Temos uma legislação que prevê ações de conscientização e assistência, mas ela não sai do papel. Precisamos de centros de referência e de que a fibromialgia seja incluída de fato nas políticas de saúde do DF
Roseni de Oliveira
O protesto reforça a urgência de medidas concretas para evitar que a doença continue invisibilizada no sistema público de saúde.