O setor de máquinas e equipamentos do Brasil manifestou oposição à aplicação imediata de tarifas recíprocas em resposta às medidas adotadas pelos Estados Unidos. Representantes da indústria defenderam que o governo priorize negociações bilaterais com a administração de Donald Trump para minimizar impactos nas exportações nacionais.
Reunião com o vice-presidente
Em encontro realizado na terça-feira, 21 de julho de 2026, com o vice-presidente Geraldo Alckmin, dirigentes do setor apresentaram sua posição. A reunião teve como foco os efeitos das tarifas americanas sobre a produção brasileira e contou com a participação de representantes de diversos segmentos produtivos.
Alckmin tem defendido a reciprocidade como instrumento de resposta, porém o setor argumenta que tal medida poderia agravar os prejuízos já existentes. As exportações enfrentam dificuldades decorrentes da desvalorização do real e da concorrência internacional acirrada.
Evitar escalada comercial
Os representantes destacam que uma retaliação imediata pode desencadear uma espiral de medidas que prejudicaria ainda mais o comércio bilateral. A estratégia defendida é o diálogo direto com o governo norte-americano para buscar soluções negociadas que preservem os fluxos de exportação.
Essa abordagem visa proteger empregos e a competitividade de empresas brasileiras que dependem do mercado externo. O setor reforça a importância de manter canais abertos de comunicação para resolver as divergências sem elevar tensões comerciais.
Estamos abertos ao diálogo, mas não podemos agir de forma precipitada. A reciprocidade pode gerar uma espiral negativa que prejudica a todos. O melhor caminho é a negociação.
Participante anônimo das reuniões