Carlos Xavier, ex-deputado distrital, foi condenado pelo Tribunal do Júri do Distrito Federal a 14 anos e 3 meses de prisão pela morte do adolescente Ewerton Ferreira, de 16 anos. A sentença foi proferida pouco após as 3h da madrugada desta quinta-feira, 24 de setembro de 2026, e deverá ser cumprida na Papuda. O crime ocorreu em 2004 e, segundo a acusação, teve como motivação uma suposta vingança relacionada a um relacionamento entre a vítima e a ex-mulher de Xavier.
Desenvolvimento do julgamento
O veredito veio após interrogatório que durou mais de uma hora, debates entre acusação e defesa e deliberação dos jurados. O Tribunal do Júri analisou o caso como mandante do homicídio. A condenação marca o encerramento de um processo que tramitou por mais de duas décadas no Distrito Federal.
Declarações durante o interrogatório
Durante o interrogatório, Carlos Xavier fez declarações sobre seu relacionamento com a vítima e a família dela. Ele relatou ter recebido informações sobre supostas traições e envolveu-se em uma narrativa que descreveu como impactante para sua vida pessoal.
Conhecia ele e a família dele. Éramos irmãos da mesma congregação.
Carlos Xavier
Eu estava numa padaria e uma moça me chamou. Disse que queria conversar sério. Fui na casa dela depois e ela disse que minha esposa estava me traindo e se envolvendo com drogas. Tomei um susto. Éramos da igreja e ela estava vivendo um mundo paralelo.
Carlos Xavier
Ele também mencionou o impacto emocional do episódio, afirmando que a situação gerou dor e alterou completamente sua trajetória. A defesa indicou que recorrerá da decisão.