A Polícia Federal registrou 1.224 inquéritos policiais relacionados a crimes eleitorais durante o primeiro turno das eleições municipais de 2026. Os dados foram divulgados na quinta-feira, 1º de outubro, pela Sala Nacional de Comando e Controle instalada na sede da corporação em Brasília. O monitoramento abrange todo o território nacional e envolve a integração com o Tribunal Superior Eleitoral, o Ministério Público Eleitoral, as Forças Armadas e a Polícia Rodoviária Federal. O objetivo central é garantir a lisura do processo e coibir irregularidades como boca de urna, transporte ilegal de eleitores, propaganda irregular e compra de votos.
Monitoramento em tempo real
A Sala Nacional de Comando e Controle opera desde as primeiras horas da manhã até o término da apuração dos votos. Nela, representantes de diferentes órgãos trocam informações em tempo real sobre ocorrências registradas em todo o país. Essa estrutura permite resposta rápida a denúncias e encaminhamento imediato dos inquéritos à autoridade competente. O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, destacou a preparação da força para atuar de forma integrada.
Estamos com toda a estrutura preparada para garantir a lisura do processo eleitoral. A PF atua de forma integrada com os demais órgãos para coibir qualquer tipo de irregularidade.
Andrei Rodrigues
Resultados das ações preventivas
Até o momento, os 1.224 inquéritos abertos refletem o volume de ocorrências identificadas durante a jornada eleitoral. A maioria dos casos envolve propaganda irregular e transporte de eleitores, condutas que podem comprometer a igualdade entre os candidatos. A atuação conjunta entre os órgãos de segurança e justiça busca reduzir esses índices e assegurar que o segundo turno ocorra com a mesma fiscalização. O trabalho segue até a conclusão total da contagem dos votos.