A presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Alessandra Zanotto Costa, representou o setor algodoeiro na solenidade de inauguração da nova sede da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em Brasília, nesta segunda-feira (15). O evento, que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin, do ministro da Agricultura Carlos Fávaro e do presidente da ApexBrasil Jorge Viana, também celebrou a abertura de 500 novos mercados internacionais entre 2023 e 2025. Em seu discurso, Alessandra destacou o papel estratégico da ApexBrasil na transformação da produção em valor econômico, citando o projeto Cotton Brazil como exemplo de sucesso nas exportações de fibra. Ela enfatizou a importância de iniciativas como o Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX) e o trabalho de adidos agrícolas para manter mercados abertos. A nova sede, com 17 mil metros quadrados e localização próxima ao Parque da Cidade, foi projetada como um espaço integrado à capital.
Lula, em sua fala, elogiou a trajetória de superação da cotonicultura brasileira, agradecendo aos produtores por reconstruírem o setor após desafios como a praga do bicudo, elevando o Brasil ao posto de maior exportador mundial de algodão em 2024, com 33% das exportações globais. Para a safra 2024/2025, projeta-se 2,8 milhões de toneladas exportadas, gerando US$ 4,8 bilhões, com expectativa de superar 3 milhões de toneladas em 2025/2026 e receitas acima de US$ 5 bilhões. O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, atribuiu o sucesso à atuação governamental na promoção internacional, com retomada de diálogos globais. Já o ministro Fávaro destacou a qualidade e pontualidade dos produtos brasileiros como chaves para a expansão, enquanto Alckmin apontou que a reforma tributária poderá aumentar em até 17% o volume exportado, projetando um recorde de US$ 345 bilhões em 2024.
Alessandra Zanotto Costa ressaltou o algodão como fibra sustentável, natural e biodegradável, alinhada a demandas ambientais, e defendeu o fortalecimento da indústria têxtil nacional, que consome 750 mil toneladas anuais com potencial para 1 milhão. Ela conversou com os ministros Fávaro e Alckmin sobre políticas públicas em favor das fibras naturais, enfatizando a parceria entre governo e iniciativa privada. O evento reforçou o amadurecimento das relações entre o Executivo e o setor produtivo, com foco em mercados prioritários como Índia e Egito, onde a participação brasileira cresceu desde 2019.