O cantor e compositor Zeca Pagodinho, ícone do samba carioca projetado nos anos 1980, está sendo celebrado em uma série de iniciativas que valorizam sua obra autoral. O mais recente destaque é o lançamento de um single duplo pela Turma do Pagode, que apresenta a primeira amostra de um álbum gravado ao vivo com o repertório de Pagodinho. O show foi realizado em 17 de novembro no Bar do Zeca Pagodinho, no Rio de Janeiro, com cenário assinado por Zé Carratu e a participação especial do próprio artista. Esse projeto coroa um ano de reconhecimentos, iniciado pela cantora Teresa Cristina com o show e álbum Jessé – As canções de Zeca Pagodinho, estreando em agosto e focado nas composições autorais de Pagodinho.
Em outubro, a União Brasileira de Compositores anunciou que Zeca Pagodinho receberia o Prêmio UBC de 2025 pelo conjunto de sua obra, com a cerimônia ocorrida em 10 de dezembro na Casa UBC, no Rio de Janeiro. Agora, o single da Turma do Pagode inclui a inédita Pedindo a conta, de Leandro Filé e Rosyl, e um medley com Mania da gente, de Mário Sérgio, Carica e Luizinho SP (1990), e Não sou mais disso, de Jorge Aragão e Zeca Pagodinho (1996). Zeca participa de ambas as faixas, avalizando o tributo.
O álbum completo, intitulado Turma canta Zeca Pagodinho, traz sucessos como Coração em desalinho, de Monarco e Ratinho (1986), Faixa amarela, de Zeca Pagodinho, Jessé Pai, Luis Carlos e Beto Gago (1997), Posso até me apaixonar, de Dudu Nobre (1997), e Deixa a vida me levar, de Serginho Meriti e Eri do Cais (2002). Essa gravação audiovisual reforça o legado de Pagodinho no partido alto, consolidando sua influência duradoura na música brasileira.